Empresas precisarão escolher entre Simples Nacional e Regime Tributário
17/06/2026

Simples Nacional ou regime híbrido? Você precisa decidir até setembro!

A Reforma Tributária trouxe uma mudança que exige atenção imediata de empresários, CEOs e gestores financeiros: empresas optantes pelo Simples Nacional precisarão decidir, até setembro de 2026, se permanecem no modelo atual ou aderem ao novo regime híbrido para CBS e IBS.

Embora pareça apenas uma escolha tributária, a decisão pode impactar diretamente a competitividade, a margem de lucro e o posicionamento da empresa nos próximos anos.

O que muda com o regime híbrido?

Com a implementação gradual da Reforma Tributária, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) substituirão diversos tributos atuais.

No Simples Nacional tradicional, esses tributos continuarão sendo recolhidos de forma unificada no DAS.

Já no regime híbrido, a empresa mantém os demais impostos no Simples, mas passa a recolher CBS e IBS separadamente, seguindo as regras do modelo não cumulativo.

Na prática, isso significa que clientes poderão aproveitar créditos tributários sobre as operações realizadas.

A estratégia por trás dessa decisão

Para muitas empresas, especialmente aquelas que vendem para outras empresas, a possibilidade de gerar créditos tributários pode representar uma vantagem competitiva relevante.

Imagine uma indústria, distribuidora ou empresa de tecnologia que atende clientes do Lucro Real ou Lucro Presumido.

Se os concorrentes oferecerem créditos de CBS e IBS e sua empresa não, a decisão de compra pode deixar de considerar apenas preço e qualidade.

Por outro lado, aderir ao regime híbrido também aumenta a complexidade operacional.

Será necessário investir em:

  • maior controle fiscal;
  • revisão dos processos internos;
  • adequação dos sistemas;
  • gestão detalhada de créditos tributários;
  • atualização da formação de preços.

Ou seja, a melhor escolha dependerá do perfil de cada negócio.

O modelo híbrido pode ser um bom negócio?

De forma geral, empresas com forte atuação no mercado B2B tendem a ter mais oportunidades com o novo modelo.

Entre os segmentos que podem se beneficiar estão:

  • indústrias;
  • distribuidoras;
  • empresas de tecnologia;
  • prestadores de serviços corporativos;
  • negócios com cadeia relevante de fornecedores e insumos.

Já empresas focadas no consumidor final, como varejistas, restaurantes e negócios de serviços pessoais, podem encontrar menos vantagens na migração.

Mas atenção: não existem regras universais.

A decisão deve considerar fatores como:

  • perfil dos clientes;
  • estrutura de custos;
  • volume de insumos;
  • margem operacional;
  • potencial de aproveitamento de créditos.

O prazo é curto

A opção deverá ser formalizada entre 1º e 30 de setembro de 2026, com efeitos válidos a partir de janeiro de 2027.

Diferentemente do processo tradicional do Simples Nacional, a análise não pode ser deixada para o último momento.

Isso porque a decisão exige projeções financeiras, simulações tributárias e avaliação dos impactos operacionais.

Quem esperar a regulamentação completa para iniciar os estudos poderá perder tempo valioso.

O papel do Grupo Insigne

Nesse novo cenário, a contabilidade deixa de atuar apenas no cumprimento de obrigações fiscais. Ela passa a ser uma parceira estratégica na tomada de decisões.

Com isso, o Grupo Insigne pode ajudar sua empresa a:

  • simular cenários tributários;
  • comparar os impactos financeiros de cada modelo;
  • analisar o potencial de aproveitamento de créditos;
  • revisar preços e margens;
  • adequar sistemas e processos internos.

A escolha entre o Simples tradicional e o regime híbrido não deve ser baseada em percepção ou em decisões genéricas. Ela precisa ser construída com dados, projeções e análise técnica.

Porque, na Reforma Tributária, quem se antecipa ganha previsibilidade, reduz riscos e cria vantagem competitiva.

 

E ai, vamos conversar sobre o regime tributário da sua empresa?

Site Grupo Insigne

Linkedin Grupo Insigne

Instagram do Grupo Insigne