Desoneração da folha de pagamento: entenda o que muda

Há 3 anos o governo propôs uma medida que levasse ao fim a desoneração da folha de pagamento. O motivo? Um rombo bilionário nas contas públicas. Correndo atrás do prejuízo, a maneira encontrada para minimizar os problemas reflete, hoje, diretamente na saúde financeira das empresas. Até o final deste artigo, você conhecerá os impactos do fim da desoneração da folha de pagamento e o que fazer para criar uma zona de segurança corporativa a partir de agora.

O que é a desoneração de folha de pagamento

A desoneração da folha de pagamento foi legalizada pelo Governo Federal, com modificações posteriores inseridas em 2015. Nela, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tomou posse do recolhimento de impostos.

Essa ação poderia acontecer por meio da Contribuição Previdenciária Patronal (CPP) onde as empresas pagavam 20% sobre o valor destinado ao pagamento de funcionários. Outra maneira era a Receita Bruta (CPRB), onde, dependendo da área de atuação da empresa, o pagamento seria de 2% a 4,5% da receita bruta.

Por que acabou?

Um dos principais motivos para o fim da desoneração da folha de pagamento foi o registro de um rombo fiscal de R$58 bilhões no Orçamento Federal, segundo o próprio governo. Além das alegações de que não houve aumento considerável na oferta de empregos ou economia com o advento da desoneração.

O fim evidente começou a dar as caras em 2018, quando 66% dos setores comerciais registrados precisaram adotar o modelo antigo de recolhimento de impostos. Agora em 2020 aqueles que restavam perderam o prazo.

O fim da desoneração de folha de pagamento: o que muda?

mudanças da desoneração da folha de pagamento

Impactos para o pessoal

O fim da desoneração da folha de pagamento trouxe uma dura responsabilidade para as empresas. Boa parte delas precisarão demitir funcionários para reduzir os prejuízos nas contas e manter-se ativa no mercado. De 2017 a 2020, a média de demissões ligadas ao fim da desoneração só na área de Tecnologia da Informação foi de 83 mil colaboradores. Em outros setores, como têxtil e panificação, há 3 anos era estimada a média de 77 mil pessoas desempregadas até 2020.

Para quem permanece contratado, redução de salários e benefícios será cada vez maior nos próximos anos, isso porque o gasto sobre a folha para o pagamento da alíquota exigida pela contribuição previdenciária é de 20%.

Rentabilidade e caixa

Com o aumento dos tributos a serem pagos, há uma evidente redução no caixa das empresas e na possibilidade de altos investimentos. Ou seja, planos de crescimento da corporação e de carreira foram engavetados em muitas empresas de diversos setores. Sem contar com a perda de rentabilidade, que consiste, em modo geral, na sobrevivência do negócio perante o mercado e obrigações fiscais.

Trabalho informal

A taxa de desemprego também aplicou a necessidade dos trabalhadores de abrirem seus próprios negócios ou prestação de serviços terceirizados a grandes empresas. Este também é classificado como um dos impactos do fim da desoneração da folha de pagamento.

Como a empresa deve lidar com a situação?

adaptações à desoneração da folha de pagamento

Tanto para reduzir os custos quanto para manter-se alinhada às obrigações fiscais, sua empresa deve contratar serviços terceirizados. No Grupo Insigne você tem acesso a:

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