O Lucro Presumido possui novas regras devido a Reforma Tributária. Ela afetará as empresas com lucro acima de 5 milhões, confira as alterações
06/04/2026

Lucro Presumido em 2026: nova regra pode aumentar sua carga tributária; saiba mais

A publicação da Lei Complementar nº 224/2025 trouxe uma mudança relevante para empresas que operam no regime de Lucro Presumido. Embora, à primeira vista, pareça um ajuste técnico, na prática ela pode impactar diretamente a margem de lucro e o planejamento financeiro de muitas empresas a partir de 2026.

O ponto crítico é simples: a mudança não altera as alíquotas, mas aumenta a base de cálculo dos tributos, elevando a carga tributária efetiva, especialmente para empresas com maior faturamento.

 

O que muda no Lucro Presumido a partir de 2026

A nova legislação passa a tratar o Lucro Presumido como um benefício fiscal e, por isso, institui uma majoração de 10% sobre os percentuais de presunção atualmente aplicados.

Na prática:

  • Serviços (regra geral): de 32% para 35,2%
  • Comércio e indústria: de 8% para 8,8%

Ou seja, mesmo sem alterar as alíquotas de IRPJ e CSLL, o valor sobre o qual esses tributos incidem será maior.

Resultado direto: aumento da carga tributária efetiva.

 

Quem será impactado por essa mudança

A nova regra não se aplica a todas as empresas.

A majoração incide apenas sobre a parcela da receita que ultrapassar:

  • R$ 5 milhões por ano, ou
  • R$ 1,25 milhão por trimestre

Isso significa que empresas em crescimento ou já consolidadas dentro desse patamar são as mais expostas ao impacto.

Empresas abaixo desse limite não sofrem alteração, e isso cria um cenário interessante: o mesmo regime pode ter impactos muito diferentes dependendo do faturamento.

 

Quando as mudanças entram em vigor

Outro ponto importante é o timing da aplicação:

  • IRPJ: a partir do 1º trimestre de 2026
  • CSLL: a partir do 2º trimestre de 2026

Essa diferença exige atenção no planejamento, já que o impacto não ocorre de forma uniforme ao longo do ano.

Empresas que não acompanharem esse detalhe podem enfrentar distorções na apuração e no fluxo de caixa.

 

O impacto real no negócio

Embora o aumento percentual pareça pequeno, o efeito acumulado pode ser relevante.

Empresas podem enfrentar:

  • redução da margem líquida
  • aumento do custo tributário sem ajuste de preços
  • pressão no fluxo de caixa
  • perda de competitividade

O problema é que esse tipo de impacto muitas vezes não é percebido imediatamente. Ele aparece aos poucos, diluído nos resultados até se tornar um problema estrutural.

 

O erro mais comum: não revisar o regime tributário

Muitas empresas permanecem no Lucro Presumido por hábito, sem reavaliar se ele ainda é o regime mais adequado.

Com a nova regra, isso se torna ainda mais crítico.

Dependendo da estrutura de custos, margem e faturamento, pode ser mais vantajoso considerar alternativas como:

  • Lucro Real, em alguns cenários
  • revisão da estrutura societária
  • ajustes na precificação

Ignorar essa análise pode significar pagar mais imposto do que o necessário.

 

O papel estratégico do Grupo Insigne

Diante dessa mudança, a decisão não deve ser apenas operacional, ela é estratégica.

O Grupo Insigne pode ajudar sua empresa a:

  • simular o impacto real da nova regra no seu negócio
  • comparar regimes tributários com base em dados reais
  • identificar oportunidades de economia fiscal
  • ajustar planejamento financeiro e precificação
  • evitar decisões reativas após o aumento da carga tributária

Empresas que se antecipam conseguem proteger margens e manter competitividade.

 

Quem se antecipa, preserva resultado

A alteração no Lucro Presumido é um exemplo claro de como mudanças aparentemente técnicas podem ter impacto direto no resultado das empresas.

Empresários que aguardarem 2026 para agir podem descobrir tarde demais que sua estrutura tributária já não é eficiente.

Por outro lado, quem analisa agora consegue ajustar rotas, revisar estratégias e transformar a mudança em controle e previsibilidade financeira.

Se sua empresa fatura acima de R$ 5 milhões por ano, este é o momento ideal para avaliar os impactos e tomar decisões com base em dados.

 

E ai, vamos conversar sobre o Planejamento Tributário na sua empresa?

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