A Reforma Tributária pode interferir diretamente no planejamento de empresas que usufruem de benefícios da reciclagem
03/02/2026

Materiais reciclados podem ser impactados na Reforma Tributária; entenda

Nas últimas semanas, uma pesquisa do setor da reciclagem ganhou destaque ao apontar que a reforma tributária poderia aumentar significativamente a carga tributária sobre materiais reciclados.

Serão potencialmente cerca de 6 % para mais de 26 % em alguns cenários. Essa hipótese gerou preocupação em gestores, investidores e empresas com atuação na cadeia produtiva da reciclagem.

Porém, o Ministério da Fazenda contestou essa visão e publicou uma nota oficial esclarecendo que o setor de reciclagem não terá aumento de carga tributária por conta da reforma.

A pasta reforçou que a legislação foi desenhada para promover neutralidade entre materiais reciclados e primários e ampliar benefícios fiscais ao longo de toda a cadeia produtiva.

Para CEOs e decisores, essa diferença de interpretação entre projeções independentes e posicionamento oficial não é apenas técnica: ela pode influenciar decisões de investimento, planejamento tributário e posicionamento estratégico de empresas com impactos fiscais e operacionais relevantes.

 

  1. O Posicionamento Oficial do Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda foi claro em diversas declarações:

  • A reforma tributária garante neutralidade fiscal entre produtos reciclados e materiais primários, ou seja, não cria um agravamento automático de tributos para quem trabalha com recicláveis.
  • A reforma promove a isenção total da venda de materiais por catadores, sejam pessoas físicas ou cooperativas, corrigindo distorções do sistema atual.
  • Com a adoção do modelo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) composto por IBS e CBS, toda a cadeia produtiva passa a operar sob o princípio da não cumulatividade plena, permitindo o aproveitamento de créditos tributários que hoje não são recuperáveis.

Esses elementos indicam que o novo sistema tributário busca reduzir entraves e custos ao longo da cadeia, e não simplesmente aumentar a carga fiscal sobre atividades já existentes.

 

  1. Por Que Houve Divergência na Interpretação

Estudos independentes apontam riscos de aumento de carga tributária para o setor porque eles consideram cenários onde:

  • regimes específicos de isenção são substituídos sem compensação total;
  • tributos unificados passam a incidir de maneira mais ampla sobre materiais que hoje recebem benefícios fiscais automáticos.

Esse tipo de projeção é importante no debate público, mas não corresponde diretamente ao texto legal consolidado que está em fase de testes desde 2026.

A Fazenda argumenta que, na prática, o novo regime evita o “efeito cascata” (imposto sobre imposto) e estimula a eficiência econômica ao permitir o crédito tributário pleno em cada etapa da cadeia.

 

  1. O Timing da Reforma e os Efeitos Gradativos

É essencial compreender que a reforma tributária não está sendo aplicada de forma abrupta ou imediata. Ela foi criada para ser implementada gradualmente ao longo de vários anos, com fases de transição que permitem ajustes e adaptação das empresas e setores envolvidos.

Esse aspecto é estratégico para a avaliação de impacto, sobretudo para grandes grupos empresariais que precisam:

  • revisar suas estruturas societárias;
  • adaptar seus processos fiscais;
  • mapear cenários tributários de médio e longo prazo.

Decisões tomadas com base em projeções pontuais podem ser equivocadas se não considerarem a natureza progressiva e estruturada da implantação da reforma, conforme previsto nas normas legais.

 

  1. Impactos para Empresas e Investidores

Para CEOs e decisores, a principal questão tributária não é apenas se haverá ou não aumento de tributos, mas sim como esse novo modelo será interpretado e aplicado ao longo do tempo.

A neutralidade fiscal e a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários ao longo da cadeia, inclusive em transações com materiais reciclados podem representar:

  • redução de custos operacionais para indústrias que dependem de matérias-primas recicladas;
  • incentivo à formalização de cooperativas e cadeias produtivas sustentáveis;
  • estímulo à economia circular, com ganhos ambientais e sociais.

Ao mesmo tempo, empresas que não se anteciparem ao novo modelo podem enfrentar desafios como:

  • falta de preparo em sistemas contábeis e fiscais;
  • perda de benefícios tributários por não aproveitamento de créditos;
  • impacto negativo no fluxo de caixa por falhas de conformidade.

 

  1. O que o Grupo Insigne pode fazer por você

Diante de uma mudança tributária dessa magnitude, a contabilidade especializada do Grupo Insigne pode ser um diferencial estratégico na sua tomada de decisão.

Uma equipe contábil experiente proporciona:

  • interpretação técnica da legislação, traduzindo normas complexas em decisões executivas concretas;
  • planejamento tributário estruturado, com cenários adaptados à realidade da empresa;
  • preparação para auditorias fiscais e exigências de compliance, reduzindo riscos de autuações ou penalidades;
  • ocupação proativa em créditos tributários, especialmente com o novo regime de não cumulatividade.

Sem um suporte contábil robusto e especializado, empresas podem:

  • perder oportunidades de redução de custos;
  • tomar decisões com base em interpretações incorretas;
  • comprometer competitividade e rentabilidade no longo prazo.

 

O debate sobre os impactos da reforma tributária no setor de reciclagem ilustra um ponto crucial para CEOs e decisores: nem toda projeção de impacto reflete a realidade legal oficial.

O posicionamento do Ministério da Fazenda demonstra que a legislação busca neutralidade fiscal e estímulo à eficiência econômica na cadeia produtiva, inclusive para materiais reciclados.

E ai, vamos conversar sobre como essa mudança na reciclagem pode afetar o seu negócio?

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