Descubra as principais atividades que serão taxadas pela Reforma Tributária em 2026
A reforma tributária começou a ser implementada em 2026 e representa uma das maiores transformações no sistema de impostos do Brasil das últimas décadas.
Para as empresas isso não é apenas uma mudança de nomenclatura, mas uma mudança de paradigma na forma como os tributos incidem sobre bens e serviços.
À medida que as novas Contribuições sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) ganham espaço no lugar de PIS, Cofins, ICMS e ISS, muitos setores começam a perceber que algumas atividades serão diretamente impactadas com aumento de carga tributária e mudanças na gestão fiscal.
Uma das principais dúvidas de CEOs e gestores financeiros é: “será que a minha empresa será mais tributada com a reforma?”
A resposta está em compreender que não se trata de criar novos tributos, mas de colocar no centro da tributação o chamado modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), onde o imposto é devido no momento da operação econômica, não apenas quando o dinheiro entra no caixa da empresa.
Nesse contexto de transição gradual, que se estenderá até 2033, existem três grupos de atividades que tendem a sofrer com maior tributação sob o novo sistema:
- Serviços intensivos em mão de obra: como consultorias, agências de publicidade, empresas de TI e desenvolvimento de software, escritórios de advocacia, engenharia, arquitetura e até clínicas médicas e odontológicas. Essas atividades, cujo principal custo é pessoal, têm poucos insumos que geram créditos de CBS/IBS, o que significa que a alíquota incide sobre quase todo o faturamento sem compensação tributária relevante.
- Comércio varejista de baixa margem: setores com margens de lucro já reduzidas podem ser particularmente impactados, pois mesmo tendo direito ao crédito tributário, a alíquota padrão mais elevada pode corroer margens e, em muitos casos, inviabilizar repasses de custo ao consumidor final.
- Empresas que hoje se beneficiam de regimes especiais: negócios que usufruíam de alíquotas reduzidas de ISS ou ICMS, incentivos fiscais municipais ou estaduais e regimes diferenciados podem enfrentar um salto tributário significativo, já que a reforma tende a uniformizar a alíquota sob os novos tributos.
O grande desafio para líderes empresariais é que essas mudanças não ocorrem de um dia para o outro. A implementação está sendo gradual, com coexistência entre o sistema antigo e o novo, e tornará a tributação efetiva em fases até 2033.
Ainda assim, o impacto financeiro pode começar muito antes, se a empresa não se preparar estrategicamente.
Por isso, não basta apenas saber que a reforma existe: é fundamental planejar estrategicamente os impactos fiscais e operacionais. Revisão de modelos societários, reestruturação da cadeia de custos, priorização de fornecedores que gerem créditos de CBS/IBS e análise precisa de regimes tributários podem fazer a diferença entre ganhar competitividade ou ver margem de lucro encolher.
É aqui que a consultoria tributária do Grupo Insigne se torna um ativo estratégico e não um custo. Uma equipe com experiência em adaptação à reforma pode:
- Mapear quais atividades da sua empresa serão mais impactadas;
- Identificar oportunidades de crédito tributário no novo sistema;
- Otimizar contratos e cadeias de fornecedores;
- Reorganizar o planejamento tributário para reduzir riscos;
- Auxiliar na transição para sistemas de conformidade com IBS e CBS.
Empresas que antecipam essa transição, com suporte estratégico qualificado, ganham não apenas segurança jurídica e fiscal, mas também vantagem competitiva em um cenário onde muitos concorrentes ainda estão reagindo às mudanças.
Em um ambiente de constantes transformações, preparar-se para a reforma tributária não é apenas uma necessidade, é uma oportunidade de reforçar a estrutura financeira da empresa e garantir sustentabilidade e crescimento no longo prazo.
E ai, vamos conversar sobre a Reforma Tributária na sua empresa?