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Como aumentar sua restituição do Imposto de Renda

Apesar da data limite de entrega da declaração de Imposto de Renda ter sido adiada para até 30 de junho, as datas de restituição não sofreram alterações, seguindo entre 29 de maio e 30 de setembro de 2020.

A restituição do imposto de renda é a diferença entre o que já foi retido na fonte e todos os rendimentos tributáveis. Por desconhecimento ou por falta de atenção, muitas vezes o contribuinte não é ressarcido de forma integral pelo Governo e por isso, trouxemos algumas dicas para a hora do preenchimento.

Leia tudo sobre o Imposto de Renda 2020: download, novo prazo de entrega e demais mudanças.

Escolhendo a restituição do imposto de renda: desconto simplificado ou deduções legais

Em primeiro lugar, deve-se escolher qual o modelo de declaração: se serão consideradas as despesas que são usadas como desconto na base de cálculo (como médicos, hospitais, planos de saúde, entre outros) ou optar pelo desconto padrão de 20% – que é limitado a R$ 16.754,34.

Quanto mais deduções legais, menor se torna a base a de cálculo do imposto, e consequentemente, maior será a sua restituição. Hoje é possível escolher após o preenchimento dos dados no programa, onde o contribuinte pode olhar na aba de opção de tributação e identificar qual das opções gera um melhor valor.

Pontos para se atentar no aumento da restituição do imposto de renda

UTILIZE A PREVIDÊNCIA PRIVADA

A restituição em previdência privada só aplicável no modelo PGBL e é limitada a 12% do valor dos rendimentos tributáveis. Para exemplificar o cálculo dos 12%, em uma pessoa com renda total de R$ 70 mil no ano, poderá ser deduzido até R$ 8.400, entrando na faixa de 27,5%. Por isso, poderia receber um adicional de 12% multiplicado pela alíquota do imposto de renda.

EVITE DECLARAR EM CONJUNTO

Quando se opta pela declaração conjunta, a receita tributável dos cônjuges é somada, assim, é mais provável que a faixa de tributação do imposto de renda seja maior. Esse cenário apenas é vantajoso quando não se altera a alíquota de imposto a ser paga, a exemplo de um dos cônjuges ter zero ou pouca renda tributável, podendo ser por ausência de emprego fixo ou grande quantidade de despesas médicas. Em caso de dúvidas, aconselhamos o contribuinte a fazer a declaração das duas maneiras e no final, comparar no quadro do canto inferior esquerdo do programa qual das opções gera mais imposto a pagar.

Vale lembrar que para a regra de união estável da Receita Federal é diferente da jurídica, permitindo a declaração conjunta apenas para casais juntos há mais de cinco anos.

ATENTE-SE AOS ALUGUÉIS

O casal pode diminuir consideravelmente o imposto de renda incidente sobre a renda tributável ao declarar separadamente a renda dos aluguéis, dependendo da variação gerada pela incorporação do aluguel na renda tributável. Aluguéis mensais inferiores a R$ 1.903,98 por mês em 2019 estão isentos da cobrança de IR.

Caso você receba aluguéis e pague comissão à imobiliária, essa taxa também pode ser abatida, assim como se o proprietário do imóvel for responsável por pagar o IPTU e a taxa de condomínio, esses gastos também podem ser descontados, reduzindo a base de cálculo sobre a qual o imposto de renda incide mensalmente.

INTERCALE DESPESAS MÉDICAS COM EDUCAÇÃO

Na declaração completa é possível abater despesas com educação até no máximo R$ 3.561,50, porém os gastos com saúde não têm limites, apesar de nem todos os tipos de despesas médica poderem ser deduzidos da base do imposto. Entre as despesas médicas dedutíveis na declaração de imposto de renda, estão: exames, consultas, aparelhos, internação e próteses. Para a declaração, é necessário ter recibos, notas fiscais ou o informe enviado pelo plano de saúde, que contenham o nome, o endereço e o CPF ou CNPJ de quem recebeu os pagamentos.

No entanto, despesas com educação realizadas em prol de dependentes portadores de deficiência podem ser enquadradas como gastos com saúde. Assim, o contribuinte não fica sujeito ao limite de abatimento dos gastos com educação. Para usufruir desse método, deve-se possuir um laudo médico que ateste o estado de deficiência do dependente, e os pagamentos referentes à educação devem ser feitos a entidades especializadas.

EXCLUA FILHOS QUE RECEBEM PENSÃO COMO DEPENDENTES

Contribuintes que pagam pensão alimentícia podem deduzir o gasto completo, mas os beneficiários da pensão sofrem tributação da mesma forma que um salário, podendo aumentar a alíquota do imposto de renda. Muitas vezes é mais vantajoso apresentar declarações individuais para cada beneficiário do que declará-los como dependentes, salvo quando a pensão excede o valor da alíquota de 27,5%, tornando uma opção mais estratégica manter como dependentes e poder abater suas despesas dedutíveis.

Essa mesma linha de raciocínio pode ser feita em relação à inclusão de dependentes que recebem salários ou bolsas de estágio, podendo levar a uma alíquota maior do imposto de renda.

Seguindo nossas dicas, você sera capaz de atingir melhores restituições do imposto de renda, porém, para obter o máximo de aproveitamento do seu imposto de renda é necessário que se apliquem estratégias dominadas por profissionais que conhecem a receita federal e suas aplicações na palma de suas mãos.